GRV

Catálogo

Artistas, lançamentos, obras e músicas

Catálogo: memória, patrimônio e futuro de uma companhia musical

Toda companhia musical que atravessa décadas de atividade constrói, pouco a pouco, algo que vai muito além de projetos, lançamentos ou eventos: constrói um catálogo. É nele que se deposita a memória criativa, a identidade artística e o patrimônio intelectual de uma trajetória.

No caso da GRV, esse catálogo começa a se formar em 2002. Ao longo de 24 anos, ele foi crescendo de maneira orgânica, reunindo obras, fonogramas, álbuns, artistas e projetos que refletem diferentes momentos da música brasileira e de sua cadeia produtiva. Trata-se de um acervo vivo, que acompanha as transformações tecnológicas e os novos modos de circulação da música.

Quando esse catálogo começou a se consolidar, o principal suporte era o CD físico. Com o avanço da tecnologia e da economia digital, a música passou a circular também em downloads digitais e, posteriormente, nos serviços de streaming, ampliando de forma exponencial o alcance das obras e permitindo que artistas e repertórios brasileiros chegassem a ouvintes em diferentes partes do mundo.

Nesse contexto, o catálogo deixa de ser apenas um registro histórico e passa a ser também um ativo estratégico. Ele é a base sobre a qual se estruturam diferentes serviços e frentes de atuação de uma companhia musical.

Distribuir música digitalmente, por exemplo, significa garantir que esse repertório esteja presente nas principais plataformas de streaming e download, permitindo que novas audiências descubram obras que muitas vezes nasceram em outros formatos e épocas.

Ao mesmo tempo, a gestão editorial assegura que os direitos autorais e fonomecânicos de compositores, intérpretes e demais titulares sejam devidamente protegidos, administrados e remunerados. Um catálogo bem organizado permite rastrear usos, registrar obras e garantir que os fluxos de arrecadação sejam corretamente identificados e distribuídos.

Outra dimensão fundamental está na sincronização musical, que autoriza e viabiliza o uso de obras e fonogramas em filmes, séries, novelas, publicidade e conteúdos audiovisuais. Nesse campo, o catálogo se transforma em fonte permanente de novas possibilidades criativas, conectando música e imagem em projetos que ampliam a visibilidade dos artistas e das obras.

Assim, mais do que um arquivo de músicas, o catálogo representa um patrimônio cultural e econômico. Ele reúne histórias, trajetórias e expressões artísticas que atravessam o tempo, ao mesmo tempo em que sustenta novas oportunidades de circulação, monetização e reconhecimento da música brasileira.

Para a GRV, cuidar desse catálogo significa preservar o passado, organizar o presente e abrir caminhos para o futuro. Afinal, em uma companhia musical, o catálogo é onde a memória se transforma em legado — e onde o legado continua produzindo música, encontros e possibilidades.

Célula

Lançamentos da semana

Lançamentos da Semana | 1ª semana de junho

Canoa

Artista: Clara Telles

Gênero: MPB

01/06/2026

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O Maior Quintal

Artista: O Maior Quintal do Mundo

Gênero: MPB (infantil)

06/06/2026

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Alvo Mais que a Neve

Artista: Calebe

Gênero: Gospel

09/06/2026

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CB Lifestyle

Artista: Aka Junin

Gênero: RAP

15/06/2026

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TERRA DO FLOW

Artista: DJ FÁBIO ACM

Gênero: RAP

19/06/2026

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Chart GRV

4ª semana de maio

Ritual Sonoro

Artista: DJ Fabio ACM, Pleno, Erik Schnabel, Ritual Sonoro

Gênero: Reggae

15/05/26

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Oh! Jesus me ama

Artista: Calebe feat. Áquila Amorim

Gênero: Gospel

18/05/26

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SONHOS

Artista: Gybb Rasta e Família Roots

Gênero: World Music

18/05/26

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Obras e Fonogramas | Maio 2026

Sincronização

Produção Audiovisual: Por trás do eu te amo| Curta Metragem
Obra: Rosas Tipo de Sincronização: Fundo Musical

Distribuição de Direitos

Fonte da Coleta: Performance
Obra: Nóis é Black Tipo de Coleta: Direitos Autorais

Distribuição de Direitos

Fonte da Coleta: Google Inc
Obra: Enterro de Neguinho Tipo de Coleta: Fonomecânicos

Artista do Mês

O nº1 do chart GRV | Maio de 2026
Foto Artista

DJ Fábio ACM

@fabioacm
Capa do Álbum

Em um cenário em que algoritmos definem alcance e a música é consumida em escala quase infinita, o que você acredita que ainda torna um artista verdadeiramente inesquecível?

Acredito que a produção constante, sempre me movimentando com bons lançamentos, fazendo boas parcerias e ajudando artistas verdadeiramente comprometidos com a música, somada a um pouco de perseverança, seja o caminho. Como diz o MC Marechal, ‘temos que usar o nosso melhor agora’. E eu acredito que o que me faz ser hipoteticamente
‘inesquecível’ é a música boa. Eu busco sempre trabalhar com artistas e pessoas que me ajudam a chegar neste molde de música boa. Meu objetivo é fazer música boa para que o público escute diversas vezes, retenha aquele produto e considere aquela obra parte do seu acervo. Até porque tem muita coisa passeando por aí toda hora; são milhares de músicas sendo lançadas por dia. O que pode me tornar um artista inesquecível ainda é a capacidade de fazer o público se sentir parte de tudo isso.

Você chegou ao topo do chart da GRV em meio a milhões de lançamentos. Na sua visão, isso foi mais resultado de estratégia, identidade artística ou leitura do momento?

Isso é uma grande notícia. Eu como produtor musical penso que este resultado pode ser a soma em ler o momento sem perder a identidade. A minha identidade está no respeito às
conexões reais, como o time que acreditou no álbum do Ritual Sonoro (grupo liderado por MC Pleno e Erik Schnabel), Lica Tito, MC Lápide, Afroragga e Ras Ash 1st (Jamaica), e na estética clássica que norteia o meu trabalho, desde os timbres mais autênticos do dancehall dos anos 80 até o Hip Hop da Golden Era nos anos 90. Produzir música sem um único recurso de IA, apostando no peso do boombap e nos samples retirados de discos de vinil, prova que o público ainda busca o orgânico. Essa leitura mostrou que o público valoriza a entrega de uma produção 100% humana e a constância de projetos focados nas nossas raízes. A minha estratégia está na consistência de lançamentos, como o Volume 2 do De Rap Ente BF, em parceria com o Slow da BF, homenageando personalidades da Baixada Fluminense. Unir essa constância ao resgate das nossas raízes é o que nos mantém relevantes e prepara o terreno para os discos solos do MC Pleno e do próprio Slow. Essa visão de leitura do momento se confirmou ao entender que até o funk de militância “Lula é Tetra”, em parceria com o MC WF (da família Mr. Catra), tem força gigante em épocas de campanha, como provamos desde 2022.

Hoje, muitos artistas criam já pensando em performance de plataforma — tempo de faixa, refrão rápido, viralização. Você sente que, em algum momento, precisou negociar sua criação com o algoritmo?

Eu confesso que reduzi, sim, o tempo das faixas. O próprio rap atual pede isso, aliás, o mercado sempre pediu. Antes, a gente produzia com um pouco mais de liberdade, sem se preocupar se a música estava grande demais. Adaptar isso nas mixagens finais foi um exercício difícil: manter um tempo relativamente curto sem cortar partes essenciais da obra. Mas a verdade é que a história se repete. Na época dos Beatles, por exemplo, as faixas eram super curtas porque o tempo das rádios exigia músicas diretas, valorizando o impacto inicial, sem introduções longas. Nos anos 70 isso mudou, e no Hip Hop não foi diferente. Nos anos 80, o ritmo era sem pressa; às vezes precisavam caber 13 faixas em um LP, mesmo com uma média de 4 minutos cada. Nos anos 90, com a era do CD, o espaço era tanto que cabiam até faixas escondidas. O streaming meio que trouxe de volta aquela antiga guerra do rádio pela audiência instantânea. Os jovens de hoje têm uma dinâmica de escuta completamente diferente da nossa. A verdade é que a molecada de hoje ouve música em outra rotação. É ‘skip’ que se fala? Pô, se o refrão demora a chegar ou se a introdução for longa, eles já pulam para a próxima. (rs rs) É uma escuta ansiosa, né? Moldada pelo algoritmo, que não consegue esperar o final da faixa. Para quem veio da escola de ouvir o álbum inteiro, prestando atenção em cada detalhe do vinil ou do CD, ver a música ser tratada com esse imediatismo é um choque, mas é a realidade do mercado atual? Não sei dizer. Claro que há exceções no Hip Hop, como aquele projeto ‘Poesia Acústica’, que chega a juntar 8 MCs em faixas longas, algumas chegando a ter 10 minutos, mas hoje isso é raro. Enfim, precisei sim negociar o tempo das minhas produções, mas o Hip Hop sempre vai se adaptar sem perder a sua essência.

Com a presença crescente da inteligência artificial na música — seja na produção, composição ou distribuição — você enxerga isso como ferramenta, ameaça ou inevitabilidade?

Eu enxergo a inteligência artificial estritamente como uma ferramenta de suporte técnico, nunca como uma ‘substituta’ da criação. É preciso separar o processo técnico do intelectual e criativo. No meu dia a dia, eu uso recursos para otimizar etapas práticas, seja para transcrever um áudio ou para isolar tracks de uma música ou sample. No entanto, quando o assunto é a alma da música, a minha aposta sempre vai ser no fazer humano. É por isso que busco e me cerco de artistas que compartilham dessa mesma ideia. A minha fonte de inspiração real sempre vai ser o vinil, a caneta, o papel, a fita cassete e os tambores.

Para quem está começando agora, em meio a excesso de informação e competição global, qual é o caminho mais honesto: tentar entender o sistema… ou simplesmente ignorá-lo e criar?

Acho que o caminho mais honesto é buscar o equilíbrio. Não dá mais para ser ignorante. Eu acredito que o artista precisa entender o processo justamente para ter o poder de fazer as suas próprias escolhas, mesmo que decida não usar determinada ferramenta ou seguir certa regra. Fazer música profissionalmente nunca foi só sentar e compor. Outro dia, o mestre Jorge Aragão brincou em uma entrevista: ‘Não sei de nada, eu sou só compositor’. Para quem já está no topo e cercado por uma grande estrutura de profissionais, essa pode até ser uma posição confortável. Mas para nós, que fazemos o corre independente, a realidade é outra. Nós precisamos ter o mínimo de habilidade para gerenciar e proteger as nossas próprias músicas. Às vezes dá preguiça? Dá. Mas é fundamental conhecer cada etapa e saber lidar com elas. É por isso que empresas como a GRV que entendem o artista independente são tão vitais, porque lidam e decifram as complexidades das nossas produções e nos dão o suporte necessário, passando pelas burocracias de distribuição, e às vezes ajudam até a pisar no palco.

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Musicalmente,
Gustavo Vasconcellos