As eleições sempre despertam paixões, divergências e escolhas pessoais. Cada cidadão tem o direito – e a responsabilidade – de decidir quem considera mais preparado para representá-lo.
Mas, para quem vive da música, talvez exista uma pergunta que mereça ser feita antes de qualquer outra:
Quem, de fato, esteve ao lado do setor quando a música precisou?
Não estou falando de discursos. Falo de ações, projetos e resultados.
No Distrito Federal, um desses resultados ganhou forma em 2026 com a criação da Lei nº 7.905, que instituiu oficialmente o Dia do Profissional da Música, celebrado anualmente em 1º de novembro. A lei é de autoria do deputado distrital Gabriel Magno, atual presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Legislativa.
Mais do que criar uma data comemorativa, a iniciativa reconhece oficialmente milhares de profissionais que fazem a música acontecer todos os dias: artistas, compositores, produtores, técnicos, educadores, luthiers, roadies, comunicadores, pesquisadores e tantos outros agentes do ecossistema da música.
No próximo 25 de novembro, a Câmara Legislativa realizará uma solenidade dedicada a essa conquista, com a entrega de moções de reconhecimento a profissionais da música do Distrito Federal, reforçando o compromisso de valorizar quem constrói diariamente a cultura da nossa cidade.
No último domingo, Gabriel Magno lançou sua candidatura à reeleição. Esse fato naturalmente recoloca em debate sua atuação parlamentar e suas prioridades políticas.
Independentemente da preferência partidária ou eleitoral de cada pessoa, vale uma reflexão:
Quando chega a hora de escolher nossos representantes, quanto pesa o histórico de atuação de cada um em favor da música, da educação e da cultura?
Essa resposta cabe a cada eleitor. Mas talvez seja importante que o ecossistema da música faça essa pergunta antes de apertar o botão da urna.
Porque políticas públicas não surgem por acaso. Elas são construídas por pessoas que decidem transformar demandas históricas em ações concretas.
E, para quem vive da música, acompanhar esse histórico talvez seja tão importante quanto acompanhar a programação dos próximos shows.
Musicalmente,
Gustavo Vasconcellos