"Parecia fácil e apelamos para aquelas cartas marcadas que muito curtíamos do Hendrix, dos Stones e de outras figuras conhecidas do público. Era uma receita sem muita possibilidade de erro, como um pão com ovo frito ou tomate com sal e azeite. Coisa fácil mas muito boa", lembra Salimon.
Existe uma disputa sobre quem se saiu com a proposta do nome mas a idéia subjacente é de que, se o bar não podia ter a banda de blues que queria, que se contentasse com outra (another).
Os primeiros shows foram experimentais e o público muito escasso. A banda curtia o momento e a performance de cada músico, sempre criando climas misteriosos, valorizando a dinâmica e a sonoridade dos instrumentos.
Em 1994 a banda já possuía um público próprio e lotava casas noturnas da cidade em apresentações bastante frequentes. Ganhou terreno e partiu para teatros e espaços públicos como praças, salas de cinema em cidades satélites e circos.
A prova de maturidade veio em 1997, quando o Another abriu para Celso Blues Boy no Teatro dos Bancários, recebendo ovação de dez minutos de uma platéia que se recusava a sentar de volta.
A banda foi ganhando expressão e seus membros sempre foram músicos requisitados no mercado brasiliense, tendo, juntos ou em formações diferentes, subindo no mesmo palco que Blues Etílicos, Leny Andrade, B.B. King.
Em 2002, a banda decidiu renovar seu repertório, incluindo algumas baladas soul bastante impactantes e que figuram dentre as preferidas do público. Foi nessa virada que a banda ganhou novo fôlego e passou a incluir um teclado em seus shows.
Nessa década e meia, a banda passou por mudanças temporárias em sua formação, voltando sempre ao quarteto afiado e direto ao assunto que o público tanto aprecia.